"Num concerto de Rossini (compositor italiano famoso com óperas como o Barbeiro de Sevilha, por. ex.), em Paris, foi apresentada uma Grande Abertura composta por D. Pedro I. O ex-imperador não esteve apenas presente, como dirigiu em pessoa a execução dessa peça, tomando especial cuidado em marcar as passagens importantes, em ter os fortes e o piano adequadamente observados e o andamento estritamente observado. Essa obra foi muito aplaudida." Do jornal Harmonicon de Londres publicado em 1831. Fonte: A história do Brasil pelas ruas de Paris.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Um pouco da nossa história:
"Num concerto de Rossini, em Paris, foi apresentada uma Grande Abertura composta por D. Pedro I. O ex-imperador não esteve apenas presente, como dirigiu em pessoa a execução dessa peça, tomando especial cuidado em marcar as passagens importantes, em ter os fortes e o piano adequadamente observados e o andamento estritamente observado. Essa obra foi muito aplaudida." Do jornal Harmonicon de Londres publicado em 1831. Fonte: A história do Brasil pelas ruas de Paris.
https://www.youtube.com/watch?v=JbwBHkHvkMI
Bacana !!!
A estante-réplica em 2/3 de escala do clássico VT 1956 traz de volta à vida este esportivo Americano, que está entre os modelos mais cobiçados entre os colecionadores de todo o mundo.
Para exibir os itens mais preciosos de sua coleção ou para dar um toque de personalidade em sua casa, a estante VT 56 é uma exclusiva peça de design de extremo bom gosto, que nenhum autêntico apreciador de clássicos pode dispensar em sua coleção.
Dimensões: 1,14m x 0,50m
Construção: Poliestireno industrial de alta resistência.
Capacidade: 10kg.
Cores: Disponível em Vermelho, Preto, Azul, Amarelo ou Rosa
Construção: Poliestireno industrial de alta resistência.
Capacidade: 10kg.
Cores: Disponível em Vermelho, Preto, Azul, Amarelo ou Rosa
Nossa História
DOM PEDRO II NOS ESTADOS UNIDOS - A SUA INCRÍVEL POPULARIDADE.
Raros estrangeiros, e certamente nenhum outro chefe de Estado, desfrutou nos Estados Unidos, como D. Pedro II, uma tão grande popularidade e foi acolhido ali com tão expressivas provas de respeito, e mesmo de amizade. Não somente nos meios oficiais, políticos, intelectuais e outros, como igualmente na massa do povo, nas camadas mais modestas.
O entusiasmo pelo Imperador era enorme. Talvez ele tenha sido o visitante estrangeiro mais popular nos Estados Unidos. Qualquer coisa que ele fizesse tinha interesse. As pessoas ficavam fascinadas pelas suas qualidades.
A American Geographical Society organizou uma reunião especial, com a presença de D. Pedro II. Na saudação, Bayard Taylor afirmou:
Nunca esteve entre nós um estrangeiro que, após três meses de permanência, pareça ao povo americano tão pouco estrangeiro e tão amigo quanto D. Pedro II.
O jornal North American afirmou:
Nenhum governante, de nenhum país, tanto como homem quanto como governante, jamais teve tantos méritos diante dos Estados Unidos quanto D. Pedro II.
O Imperador percorreu cerca de 15.000 quilômetros dentro dos Estados Unidos. Os políticos não perderam a oportunidade do exemplo para se fustigarem mutuamente, e um editor afirmou:
Quando ele voltar ao Brasil, estará conhecendo mais os Estados Unidos do que dois terços dos membros do Congresso.
Em Baltimore, assistiu à Dama das Camélias, no Teatro Opera Ford. Desde então, o camarote que ocupou passou a se chamar camarote imperial.
No dia 4 de julho ,de 1876, festa do centenário da independência americana, D. Pedro II se encontrava nos Estados Unidos, porém em caráter particular, como fazia durante as suas viagens.
Estava programando um espetáculo de gala, do qual participariam o presidente Ulysses Grant e toda a representação do mundo oficial. Ao hotel em que estava hospedado como D. Pedro de Alcântara, foi-lhe enviado um convite para assistir à solenidade no camarote do presidente americano. D. Pedro agradeceu e devolveu, dizendo que não estando ali como Imperador, não podia aceitar, mas que iria em caráter particular. E foi. Mas o mestre de cerimônias o conduziu a um camarote particular, vizinho ao do presidente. Quando D. Pedro apareceu no seu lugar, em companhia da Imperatriz, correu-se a cortina que separava os dois camarotes, e ele se viu ao lado do presidente, no mesmo camarote.
Desfraldaram-se nesse momento, unidas, a bandeira americana e a brasileira. Logo depois a banda entoou o hino brasileiro, e uma multidão entusiástica, de pé, saudou com prolongadas palmas e vivas o nosso Imperador.
Tão grande era a admiração dos americanos pelo nosso Imperador, que nas eleições presidenciais de 1877 ele recebeu, só em Filadélfia, mais de 4.000 votos espontâneos.
Em visita à exposição de Filadélfia, em 1876, o Imperador passou pelo stand de Graham Bell, que a duras penas conseguira inventar e expor ali o protótipo do telefone. Pouca atenção atraíra o seu stand. Bertita Harding narra o encontro:
Ajustando inúmeras bobinas, eletrodos e discos de metal, Bell preparava-se para demonstrar a invenção. Por fim anunciou:
- Dei a isto o nome de telefone. Estendeu ao Imperador um objeto em forma de taça, pedindo-lhe que o conservasse pegado ao ouvido. Afastou-se depois a razoável distância, e falou para o outro objeto de forma similar, que levava nas mãos, enquanto os espectadores, de pé, observavam-no com mal dissimulada incredulidade. De repente, D. Pedro deu um pulo:
- My God! It speaks!
- Sim - respondeu pelo fio a voz de Bel! -, isto fala. Não tardará muito para que o telefone seja uma necessidade em todas as casas.
Os olhos de D. Pedro brilhavam de admiração e surpresa:
- Meus parabéns, Sr. Bell! Quando a sua invenção for posta no mercado, o Brasil será o seu primeiro freguês.
E cumpriu a palavra. Bell recebeu encomendas do Rio muito antes que o telefone fosse comercialmente explorado. Foi Dom Pedro, graças à sua incansável curiosidade científica, que pôs em relevo e valorizou a descoberta do jovem professor de Boston. O telefone ficou sendo uma das sensações da exposição, e quando ele se tornou um produto comercial, o Imperador foi dos primeiros a utilizá-Io na prática.
Fonte: Revivendo o Brasil Império - Leopoldo Bibiano Xavier.
Ladeira abaixo
Os corruptos e corruptores e boa parte da "crasse" política estão conseguindo afundar nosso país numa crise que levará anos para corrigir.Infelizmente sucatearam o principal valor que faz uma nação crescer, a educação, sem falar na saúde e na segurança.
Temos hoje uma sociedade amorfa, jovens que sonham apenas em sair do país, poucos se preocupam em fazer algo.
Se não houver um engajamento lúcido e desapaixonado veremos em 2018 os mesmos de sempre se reelegerem, palhaços e bandidos, e continuaremos ladeira abaixo.
Série TV
Resgatando um pouco das coisas boas feitas na TV e, infelizmente, esquecidas.
Essa é a série criada por Ary Fernandes em 1966, após o estrondoso sucesso do Vigilante Rodoviário. Águias de Fogo conta a história de 5 pilotos de uma esqüadrilha com mesmo nome, que vivem aventuras por todo o território brasileiro. Os membros da esquadrilha eram bons lutadores e dominavam várias artes marciais, inclusive a capoeira. A série de aventura recebeu o apoio da Areonáutica, apresentando histórias ficcionais com base em fatos verídicos.
Essa é a série criada por Ary Fernandes em 1966, após o estrondoso sucesso do Vigilante Rodoviário. Águias de Fogo conta a história de 5 pilotos de uma esqüadrilha com mesmo nome, que vivem aventuras por todo o território brasileiro. Os membros da esquadrilha eram bons lutadores e dominavam várias artes marciais, inclusive a capoeira. A série de aventura recebeu o apoio da Areonáutica, apresentando histórias ficcionais com base em fatos verídicos.
Links > Para saber mais / Episódio no Youtube
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Nossa história
“Conhecer nossa história e seus grandes personagens faz com que as futuras gerações saibam de suas raízes e tenham orgulho. Hoje só se fala em um País desclassificado, quebrado, mas o Brasil não tem nada a dever a outros países, só precisa de ordem. É preciso mostrar que o País tem história.”
- S.A.R. o Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança
Fonte: Página Pró Monarquia, do Facebook
- S.A.R. o Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança
Fonte: Página Pró Monarquia, do Facebook
domingo, 18 de junho de 2017
Nossa história
o verde representa as cores da família Bragança
o amarelo, os Habsburgo.
Brazuca no topo
No dia 02 de maio, Karina Oliani e sua equipe iniciaram a Expedição Halls no Everest em busca do cume da montanha mais alta do mundo pela Face Norte, e conseguiu a proeza no dia 24.
Ela se tornou a primeira mulher sul-americana a escalar o Everest pelas duas faces (Norte e Sul) e a 17ª mulher no mundo a completar a façanha.
Fonte : Site da Karina
Ela se tornou a primeira mulher sul-americana a escalar o Everest pelas duas faces (Norte e Sul) e a 17ª mulher no mundo a completar a façanha.
Fonte : Site da Karina
Nossa história
D. Leopoldina,
a primeira imperatriz do Brasil, foi uma das pessoas mais importantes do processo de independência do país. Foi ela que, em 2 de setembro de 1822, como chefe interina do governo, reuniu-se com o Conselho de Estado, assinando o decreto da Independência, declarando o Brasil separado de Portugal.
a primeira imperatriz do Brasil, foi uma das pessoas mais importantes do processo de independência do país. Foi ela que, em 2 de setembro de 1822, como chefe interina do governo, reuniu-se com o Conselho de Estado, assinando o decreto da Independência, declarando o Brasil separado de Portugal.
Boas histórias da nossa história
EDUARDO SILVA
Especial para a Folha
Dom Obá 2º d'África, ou melhor, Cândido da Fonseca Galvão, como foi batizado, nasceu na Vila dos Lençóis, no sertão da Bahia, por volta de 1845.
Filho de africanos forros, brasileiro de primeira geração, era, ao mesmo tempo, por direito de sangue, príncipe africano, neto, ao que tudo indica, do poderoso Aláàfin Abiodun, o último soberano a manter unido o grande império de Oyo na segunda metade do século 18.
Príncipe guerreiro, Dom Obá (que quer dizer "rei" em ioruba) lutou na Guerra do Paraguai (1865-70), de onde saiu oficial honorário do Exército brasileiro, por bravura. De volta ao país, fixou residência no Rio, onde sua posição social era, no mínimo, complexa. Tido pela sociedade de bem como um homem meio amalucado, uma figura folclórica, era, ao mesmo tempo, reverenciado como um príncipe real por escravos, libertos e homens livres de cor.
Amigo pessoal, uma espécie de protegido de Dom Pedro 2º, Dom Obá assumiu, nos momentos decisivos do processo de abolição progressiva, o papel histórico, até então insuspeito, de elo entre as altas esferas do poder imperial e as massas populares que emergiam das relações escravistas.
Sua figura imponente de homem de 2m de altura, seus modos de soberano, como que captavam a atenção dos contemporâneos, embora poucos estivessem realmente preparados para acreditar no que viam. Um príncipe afro-baiano a perambular pelas ruas do velho Rio, barba à moda de Henrique 4º, muito bem vestido em suas "finas roupas pretas", como foi descrito, de fraque, cartola, luvas brancas, guarda-chuva, bengala e pince-nez de aro de ouro.
Ou, em ocasiões mais especiais, muito ereto e importante em seu bem preservado uniforme de alferes do Exército, com seus galões e dragonas douradas, sua espada à cinta, seu chapéu armado com penachos coloridos, seu "pacholismo admirável".
(...)
Escravos, libertos e homens livres de cor, contudo, não apenas compartilhavam suas idéias, como contribuíam financeiramente para a publicação das mesmas e reuniam-se "nas quitandas ou em família" para ler os artigos.
O que defendia este homem e por que parecia interessar tanto seus leitores? Sendo um príncipe, era Dom Obá, ao menos teoricamente, um monarquista acima dos partidos, nem inteiramente conservador nem liberal, talvez por achá-los muito parecidos uns com os outros, inspirados apenas por interesses materiais e casuísticos.
(...)
O combate ao racismo, a defesa da igualdade fundamental entre os homens, foi um dos pontos mais importantes do pensamento e da prática, explicava, "por Deus mandar que quando o varão tiver valor não se olharia a cor". Contrariava não apenas concepções senhoriais, contrariava a própria ciência fin de siècle com suas poderosas filosofias evolucionistas e etnocêntricas.
A miscigenação brasileira, para o príncipe, nada tinha a ver com idéias evolucionistas de inevitabilidade, como pensou Nina Rodrigues; ou desejabilidade, como pensou Silvio Romero, do "branqueamento". Tinha a ver, ao contrário, com um sentimento de igualdade fundamental entre os homens. O príncipe orgulhava-se de "preto ser" e, por não acreditar em superioridades, era "amigo dos Brancos e (de) todos os varões sensatos conhecedores (...) que o valor não está na cor".
(...)
O próprio príncipe publica, vez por outra, poesia abolicionista e antidiscriminatória. "Não é defeito preto ser a cor/ É triste pela inveja roubar-se o valor", reza uma delas. Para ele, "o certo é que o Brasil deve desistir (da) questão da cor, pois que a questão é de valor e quando o varão tiver valor não se olhará a cor".
Na verdade, para Dom Obá, não parece existir exatamente uma "questão racial", mas uma questão de cultura, de informação, de refinamento social. Daí, muitas vezes, o seu desconsolo com a pátria amada, "um país tão novo onde completamente não reina a severa civilização colimada, porque ainda há quem apure a tolice (...) do preconceito de cor".
(...)
EDUARDO SILVA é chefe do setor de história da Fundação Casa de Rui Barbosa e autor de "Prince of the People - The Life and Times of a Brazilian Free Man of Colour", editora Verso (Londres)
Nota : "Com a queda do Império, em 1889, foi perseguido pelos republicanos, que cassaram seu posto de alferes."
sábado, 17 de junho de 2017
Boas histórias da nossa história
O ENCONTRO INUSITADO
Certa vez, encontrava-se a Imperatriz Dona Teresa Cristina em uma das salas do Paço Imperial, com as janelas abertas voltadas para a rua lateral, enquanto o Imperador Dom Pedro II, na sala ao lado, atendia a um compromisso oficial.
De repente, a Imperatriz ouviu a voz de dois jovens discutindo a altos brados, no mais puro dialeto napolitano, exatamente na ruela vizinha ao Paço; os jovens acusavam-se mutuamente de se encontrarem em situação de extrema miséria, passando as piores necessidades, sem conhecer pessoa alguma naquela terra estranha.
Sua Majestade, nascida Princesa do Reino das Duas Sicílias, animou-se ao ouvir alguém falar seu idioma natal e foi até a janela, de onde divisou os dois jovens que, meio recostados na parede fronteira, gesticulavam, emitindo sonoros palavrões em tom elevadíssimo.
A Imperatriz não se importou com a grosseria do vocabulário dos jovens, animada como ficou ao ouvir seu idioma natal, coisa, por sinal, raríssima no Brasil daquela época. Ansiosa, correu à sala ao lado, onde se encontrava o Imperador, e pediu ao marido que mandasse buscar os rapazes, pois queria saber sua história e ajudá-los no que fosse possível.
O Imperador mandou o Ajudante de Ordens ir buscá-los, e a Imperatriz voltou à sala anterior, postando-se à janela, ansiosa para ver o resultado.
Quando os napolitanos viram aquele oficial todo galardoado se dirigindo na direção deles, levantaram-se, preparando-se para correr. Então, a Imperatriz disse-lhes, da janela, em dialeto napolitano: “Nú v’appaurate, nu v’appaurate!”, isto é, “Não se amedrontem, não se amedrontem!”.
Aí foi que os rapazes se apavoraram, e um disse ao outro: “Quillo capiche taliano! Nui ammo ditte male parole, mó vene o centarni a ni pilhá carcicati...”, que significa “A moça entende italiano e nós dissemos muitos palavrões, e agora mandou a polícia para nos prender...”.
É possível imaginar o tremendo susto pelo qual passaram aqueles pobres rapazes, mesmo sem saber que aquela “moça” era a Imperatriz. Mas tudo foi compensando quando tiveram a grande honra de se verem postos à frente de Sua Majestade em pessoa, tendo o susto pouco durado diante daquele sorridente ar maternal da Imperatriz napolitana, que os hospedou durante certo tempo, enquanto eles aprendiam o português e se acostumavam com os hábitos do Brasil.
Na verdade, tratava-se de dois irmãos, de dezoito e vinte anos, Domenico e Cesare Farini, que, sem perspectivas de trabalho na Itália, visando um futuro mais promissor, haviam fugido de casa em busca de aventuras, embarcando, como clandestinos, no primeiro navio pronto para zarpar do porto, sem ao menos se preocuparam com o destino da embarcação. E acabaram vindo dar com os costados no Rio de Janeiro. Sorte deles...
Por aquela época, foi determinada uma padronização monetária no Brasil, sendo os antigos e pesados patacões, ainda de origem colonial, substituídos por moedas de mesmo valor intrínseco, mas de menor peso, recebendo os dois napolitanos o encargo de efetuar essa troca, pelo interior do Império.
Dois anos depois, de volta ao Rio de Janeiro, a conselho da própria Imperatriz, os rapazes regressaram a Nápoles, onde foram estudar, aprendendo o ofício de ourives, de lá retornando, tempos depois, ao Rio de Janeiro, onde se estabeleceram com uma ourivesaria e joalheria na Rua dos Ourives (atual Rua Miguel Couto), ganhando fama e prestígio, a ponto de poderem ostentar, na tabuleta na porta de entrada da loja, o título de “Joalheiros da Casa Imperial”.
- Baseado em trecho do livro 'Sua Majestade Imperial D. Thereza Christina Maria de Bourbon e Bragança - "A Mães dos Brasileiros"', de autoria do Prof. Rogerio da Silva Tjäder.
Boas histórias da nossa história
Dom Pedro II
Era corriqueiro vê-lo caminhar normalmente com seu amigo e médico Conde Mota Maia pelas ruas da Cidade como qualquer senhor de classe média da época.
Era corriqueiro vê-lo caminhar normalmente com seu amigo e médico Conde Mota Maia pelas ruas da Cidade como qualquer senhor de classe média da época.
“Estava eu e mui Mota Maia andando pela a rua ouvidor quando lembro em comprar um regalo para meu neto mais moço, escolhi o agrado e fui pagar à senhorita do balcão do estabelecimento comercial, quando lhe entreguei uma nota de réis ela ruborizou-se olhando para nota onde minha velha face estava ao centro da impressão, a jovem olhou para mim e desmaiou em seguida. Mota a examinou e brevemente acordou timidamente, começou a fazer reverências que eu nunca tinha assistido ou recebido. Depois do susto saímos à calçada, avistei flores, peguei um ramo vistoso, voltei à loja e entreguei a simpática senhorita. Hoje foi um dia bom, porém sempre fico reflexivo sobre tais momentos onde fica claro que meu povo ainda me enxerga como um Rei Medieval dos contos que lia quando infante, mas vi admiração e um belo sorriso no rosto belle enfant, foi compensador.”
Boas histórias da nossa história
Dom Pedro II estava em Paris e não poderia deixar a cidade sem conhecer Victor Hugo, por quem nutria grande admiração. Contrariando todas as orientações diplomáticas, pediu, por meio da embaixada brasileira, que Victor Hugo viesse visitá-lo no hotel onde estava hospedado. A resposta do escritor francês não poderia ter sido mais dura e deselegante: "Victor Hugo não vai à casa de ninguém...". A surpresa da resposta grosseira mal educada só não foi maior do que a nobreza de Dom Pedro II. Após duas outras tentativas frustradas, ele mesmo decidiu ir ao encontro de Victor Hugo. Na manhã do dia 22 de maio, Dom Pedro bateu à porta do apartamento do escritor, na rue Clichy, 21 – centro de Paris. Surpreso em choque, Victor Hugo abriu a porta e ao longo das horas o coração. A conversa durou extensas 12 horas. Nascia ali uma linda e respeitosa amizade. Victor Hugo morreu oito anos depois. Quando este faleceu, a filha de Victor Hugo prestou homenagem ao leal amigo de seu pai, mandando lhe manuscritos inéditos de várias obras. Pedro II e Victor Hugo trocavam correspondências semanalmente.
Quando o imperador partia do encontro – já era bastante tarde – Victor Hugo disse-lhe, com seu fino e espiritual sorriso: Sire, eu não saberia vos dizer como estou contente que não tenha na Europa soberano como vós. – Como assim? Pergunta Dom Pedro. – Porque, responde Victor Hugo, nós estaríamos fortemente complicados, eu e meus amigos republicanos, para não dizer que iríamos ter infinitas dificuldades em nossa crença! Dom Pedro II explode de rir e vai embora como homem amável e de bom espírito. Victor Hugo grita já ao longe “Sorte do Brasil!” “Viva o Imperador Cidadão!”.
Fonte: Biblioteca Nacional RJ e Acervo Museu Imperial de Petrópolis.
Quando o imperador partia do encontro – já era bastante tarde – Victor Hugo disse-lhe, com seu fino e espiritual sorriso: Sire, eu não saberia vos dizer como estou contente que não tenha na Europa soberano como vós. – Como assim? Pergunta Dom Pedro. – Porque, responde Victor Hugo, nós estaríamos fortemente complicados, eu e meus amigos republicanos, para não dizer que iríamos ter infinitas dificuldades em nossa crença! Dom Pedro II explode de rir e vai embora como homem amável e de bom espírito. Victor Hugo grita já ao longe “Sorte do Brasil!” “Viva o Imperador Cidadão!”.
Fonte: Biblioteca Nacional RJ e Acervo Museu Imperial de Petrópolis.
Brasil
Postagem copiada do Facebook, no perfil do autor"
"Amigos, diante de críticas maldosas que circulam em grupos de aplicativos e em blogs, achei relevante prestar os seguintes esclarecimentos a vocês. Por favor, leia e compartilhe:
1 – O combate à corrupção sempre foi objeto de meu interesse profissional e acadêmico. Por isso, escrevi sobre o tema em 2012 e há mais de década trabalho na área.
2 – Estou convicto de que o meu papel não se restringe apenas à esfera judicial, cabendo atuar na área acadêmica e cidadã. Por essa razão, resolvi trabalhar no combate à corrupção não apenas na frente repressiva-institucional, mas também na preventiva-cidadã, por meio de palestras em que posso promover valores de respeito à lei e ao bem comum e exercer minha cidadania em busca de reformas anticorrupção.
3 – A maior parte das palestras é gratuita e nunca autorizei que empresas de agenciamento usassem meu nome para a divulgação de serviço oneroso (quem o fez agiu sem minha autorização e estão sendo adotadas providências para que cessem a indevida divulgação).
4 – Dentro do mesmo espírito, no caso de palestras remuneradas sobre ética e corrupção em grandes eventos, tenho destinado o dinheiro para entidades filantrópicas ou para a promoção da cidadania, da ética e da luta contra a corrupção.
5 - Embora eu pudesse legalmente dar destinação pessoal aos recursos, como muitos profissionais da área pública e privada fazem, optei por doar praticamente tudo para que não haja dúvidas de que a minha motivação é apenas contribuir modestamente, como qualquer cidadão de bem, para um país com menos corrupção e menos impunidade.
6 – Realizei palestras em grandes eventos em 2016 e o valor, nos casos em que houve pagamento, foi INTEGRALMENTE destinado para a construção do hospital oncopediátrico Erasto Gaertner, uma entidade filantrópica que contribuirá com o tratamento de câncer em crianças de vários locais do país. Em 2017, após descontado o valor de 10% para despesas pessoais e os tributos, os valores estão sendo destinados a um fundo que será empregado em despesas ou custos decorrentes da atuação de servidores públicos em operações de combate à corrupção, tal como a Operação Lava Jato, para o custeio de iniciativas contra a corrupção e a impunidade, ou ainda para iniciativas que objetivam promover, em geral, a cidadania e a ética.
7 – Nunca divulguei isso antes para evitar que tal atitude fosse entendida como ato de promoção pessoal. Contudo, diante de ataques maldosos e mentirosos, reputo conveniente deixar isso claro para evitar qualquer dúvida de que o que me motiva é o senso de dever, como procurador e como cidadão.
Deltan Dallagnol, procurador da República e coordenador da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba."
Barão de Itararé
Mais um grande humorista que está fazendo muita falta hoje.
Copiei a descrição abaixo no site da Livraria Saraiva, a respeito do livro sobre sua história
Copiei a descrição abaixo no site da Livraria Saraiva, a respeito do livro sobre sua história
Conheça a história por trás do criador do semanário de humor A Manha, dedicado a ridicularizar magnatas da imprensa, atormentar presidentes e debochar de intelectuais pretensiosos. Conheça Apparício Torelly, que se autoagraciou com o título de Barão de Itararé. O jornalista Cláudio Figueiredo descreve a trajetória deste jovem que jogava sinuca com Villa-Lobos, almoçava em pensões baratas com Candido Portinari, foi colega de cela de Guimarães Rosa e amigo e inimigo de Getúlio Vargas. Uma narrativa que retrata meio século da história brasileira, através dos olhos e passos surpreendentes de um dos maiores humoristas do país.
Comunismo Chinês
História real de três gerações (avó, filha e neta) que relatam o jugo imposto pelo Maoísmo.
Violências e imbecilidades.
A China hoje é uma potência perigosa, o Made in China domina o ocidente e seus efeitos só não são vistos por quem não quer, nossos empregos sob risco.
"Napoleão Bonaparte profetizou: "A China é um gigante adormecido. No dia em que a China acordar o mundo vai tremer." (há dúvidas quanto a autenticidade dessa frase, mas pelo que vemos hoje, isso é irrelevante)
Violências e imbecilidades.
A China hoje é uma potência perigosa, o Made in China domina o ocidente e seus efeitos só não são vistos por quem não quer, nossos empregos sob risco.
"Napoleão Bonaparte profetizou: "A China é um gigante adormecido. No dia em que a China acordar o mundo vai tremer." (há dúvidas quanto a autenticidade dessa frase, mas pelo que vemos hoje, isso é irrelevante)
Comunismo Chinês
História real de duas monjas que sofreram e presenciaram a violência das hordas de Mao.
Além, também, da destruição de uma etnia e sua cultura, algo que continua acontecendo até hoje, e é ignorado pelo Ocidente por óbvios interesses econômicos, afinal o Made in China está em tudo.
Revoltante, de dar nojo.
Essas, ao menos, conseguiram fugir.
Além, também, da destruição de uma etnia e sua cultura, algo que continua acontecendo até hoje, e é ignorado pelo Ocidente por óbvios interesses econômicos, afinal o Made in China está em tudo.
Revoltante, de dar nojo.
Essas, ao menos, conseguiram fugir.
Imposto Único
O Que é o Imposto Único?
O professor Marcos Cintra é o criador do Imposto Único. Trata-se de uma solução moderna e eficaz para a questão tributária brasileira.
A proposta do Imposto Único prevê a substituição de todos os tributos de natureza arrecadatória por apenas um. Haveria uma alíquota incidente sobre cada parte de uma transação bancária (débito e crédito). Na proposta original, a alíquota estimada era de 1% e ela seria suficiente para arrecadar cerca de 23% do PIB, valor que equivale à carga tributária média histórica no Brasil anteriormente à explosão fiscalista iniciada na década de 90.
Hoje, com carga tributária de 35% do PIB, a alíquota necessária seria de 2,81% em cada parte de uma transação nas conta-correntes bancárias. Esta alíquota substituiria tributos que representam 27% do PIB.
Vale lembrar, no entanto, que com o Imposto Único os custos de administração do governo seriam significativamente reduzidos, e portanto tornar-se-ia possível uma redução na carga tributária, sem redução nos serviços prestados.
Com o Imposto Único, seriam eliminadas as exigências de emissão de notas fiscais, preenchimento de guias de arrecadação, declarações de renda ou de bens e de qualquer outra formalidade fiscal.
A adoção do Imposto Único terá, como resultado imediato, a redução da corrupção, a eliminação da sonegação e a redução dos custos tributário para as empresas e trabalhadores.
Com o Imposto Único seriam extintos os seguintes tributos:
- Federais: Imposto de Renda de Pessoa Física e Jurídica – IRPF e IRPJ, IPI, IOF, Cofins, CSLL, Contribuição patronal ao INSS e outros
- Estaduais: ICMS, IPVA e ITCD
- Municipais: ISS, IPTU e ITBI
O projeto do Imposto Único reúne adeptos não apenas no Brasil. Em várias partes do mundo ele vem sendo debatido como uma alternativa para a modernização tributária.
O Imposto Único em 10 questões
1 - O que é o Imposto Único?
A proposta do professor Marcos Cintra prevê a substituição de vários impostos por apenas um. O Imposto Único seria de apenas 2,81% para quem paga e 2,81% para quem recebe em todas as transações financeiras, tais como cheques, ordens de pagamento, DOCs, TEDs, transferências eletrônicas etc. Veja um exemplo: Se você emite um cheque de R$ 100,00 para uma pessoa haveria um desconto em sua conta-corrente de R$ 102,81. A pessoa para quem você passou o cheque receberia um crédito em sua conta-corrente de R$ 97,19. Portanto, nessa transação o governo arrecadaria R$ 5,61.
2 - Quais são os benefícios para o trabalhador?
O trabalhador deixaria de ter descontos do Imposto de Renda quando recebesse seu salário. Ou seja, com o Imposto Único o assalariado teria seu poder de compra elevado. O mercado consumidor seria ampliado, criando condições para o crescimento econômico auto-sustentado.
3 - Quais são os benefícios para as empresas?
As empresas seriam beneficiadas com a redução de seus custos administrativos e burocráticos. Estima-se que as necessidades relacionadas a administração dos tributos representam de 20% a 30% dos custos administrativos das empresas. Esses recursos poderiam ser aplicados pelas empresas em novos investimentos, gerando produção, emprego e renda.
4 - Qual a influência do Imposto Único no preço final dos produtos?
Com a eliminação dos atuais impostos embutidos nos preços das mercadorias seus preços seriam significativamente reduzidos. Os alimentos, os remédios, as roupas e os calçados, para citar apenas alguns exemplos, poderiam ter seus preços reduzidos. Com isso, os assalariados, que já se beneficiariam de ganhos em seus rendimentos, por conta do fim dos descontos em seus holleriths, teriam mais poder de consumo. As empresas venderiam mais e a economia ganharia um forte impacto para crescer. A burocracia, a corrupção fiscal e a sonegação, seriam eliminados, e o famigerado “custo-Brasil” seria significativamente reduzido, aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.
5 - O que aconteceria com a escrituração fiscal das empresas?
As empresas não estariam mais sujeitas às complexas escritas fiscais. A contabilidade continuaria sendo exigida apenas para demonstração do patrimônio e de lucros e perdas, no caso das sociedades. As notas fiscais seriam abolidas, pois a comprovação de qualquer transação se daria através do pagamento efetuado, extinguindo-se qualquer tipo de fiscalização nas empresas. Assim, eliminar-se-ia a sonegação e a corrupção praticada por fiscais desonestos.
6 - E o governo não perderá capacidade de investimento?
Estudos realizados pelo professor Marcos Cintra mostram que com uma alíquota de 2,81% em cada lançamento bancário a arrecadação do governo permanecerá em 35% do PIB, que é a carga tributária atual. O ideal seria voltar à carga tributária histórica brasileira, de cerca de 22% a 25% do PIB. Neste caso, a alíquota do Imposto Único seria de 1% em cada débito e crédito bancário. Essa carga tributária seria melhor repartida entre todos, inclusive a economia informal, que hoje não paga imposto. A distribuição da arrecadação para Estados e municípios seria feita de maneira automática e instantânea pelos bancos, evitando a centralização do dinheiro público em Brasília.
7 - Qual o impacto do Imposto Único na inflação?
Apesar de ser baixa, a inflação ainda produz estragos. As reposições salariais, por exemplo, são raras por conta do alto desemprego. O Imposto Único, além de elevar salários, reduz os preços das mercadorias, o que, por sua vez, provoca queda na inflação e conseqüente valorização dos salários.
8 - Como evitar a sonegação com a utilização de papel-moeda ao invés de cheque ou cartão eletrônico?
As transações de baixo valor continuarão sendo realizadas com moeda manual, como ocorre atualmente. Ou seja, as notas e moedas continuarão circulando normalmente. Já aquelas que envolvem valores elevados continuariam ocorrendo pelo sistema bancário, uma vez que o custo da transação em moeda é muito mais alto do que o custo tributário do uso da moeda escritural, por meio dos bancos. Ademais, além do alto custo do transporte de valores, haveria um risco considerável de perda ou de assalto, sem falar nos custos logísticos elevados de cobranças e pagamentos em dinheiro, que teriam de ser feitos nos endereços dos devedores ou dos credores. Além disso, o projeto do Imposto Único prevê que saques em espécie no caixa sejam taxados em dobro. Prevê ainda que todas as transações acima de determinados valores, para terem validade jurídica, terão de ser feitas obrigatoriamente com a intermediação do sistema bancário, e cheques terão de ser emitidos nominalmente, tornando-se não-endossáveis.
9 - A chamada cumulatividade do Imposto Único não prejudica o mercado interno, as exportações, as bolsas, e o mercado financeiros?
O projeto prevê salvaguardas para evitar tais distorções. As exportações deverão ser desoneradas mediante remissão fiscal dos valores arrecadados ao longo da cadeia de produção (as modernas técnicas das matrizes-insumo/produto, calculadas pelo FIBGE, permitem o cálculo dos créditos fiscais com facilidade). As transações nos mercados financeiro e de capitais, inclusive bolsas, serão imunes ao imposto sobre movimentação financeira enquanto permanecerem dentro do circuito financeiro. Tais recursos serão alcançados pela tributação quando de sua transferência para o circuito mercantil, para uso pessoal ou empresarial de seus proprietários. Ademais, o alegado impacto da cumulatividade sobre os preços das mercadorias no mercado interno certamente será menor do que o efeito altamente distorcivo da sonegação e da evasão tributária na formação dos preços das mercadorias e serviços, como ocorre atualmente, pois a complexidade, a iniquidade e as altas alíquotas do sistema tributário existente estimulam tais práticas lesivas à concorrência, além de introduzirem fortes distorções alocativas nos preços das mercadorias.
10 - Se o Imposto Único é tão bom, por que não foi implantado ainda?
O Imposto Único contraria interesses de grupos poderosos que lucram com o caos tributário atual. Sonegadores e a burocracia pública e privada ligada à arrecadação e fiscalização de impostos formaram poderosos lobbies para combater o Imposto Único. É preciso que você, contribuinte, exerça pressão sobre os políticos para que aprovem o Imposto Único. Somente a união organizada dos contribuintes será eficaz para termos um sistema mais justo e eficiente
Link : Blog do Prof Marcos Cintra
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