Maria Quitéria de Jesus nasceu no ano de 1797 em São José de Itapororocas, na antiga Província da Bahia, e recebeu a alcunha de mulher-soldado por seus feitos de bravura em prol da independência do Brasil.
Se passou por homem para participar da luta da independência. Ela vestiu a roupa do cunhado e apresentou-se ao Regimento de Artilharia com a ajuda da irmã. Fugiu de casa e foi para o campo de batalha em uma época em que a mulher não tinha autonomia em qualquer campo de atuação"
Em reconhecimento por sua bravura, Maria Quitéria foi recebida no dia 20 de agosto de 1823 pelo Imperador, Dom Pedro I, que a condecorou, com o seguinte pronunciamento: “Querendo conceder a D. Maria Quitéria de Jesus o distintivo que assinala os Serviços Militares que com denodo raro, entre as mais do seu sexo, prestara à Causa da Independência deste Império, na porfiosa restauração da Capital da Bahia, hei de permitir-lhe o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.” Além de receber a comenda, ela foi promovida a Alferes de Linha. Consolidada a independência do Brasil, Maria Quitéria retomou sua vida particular e casou-se com Gabriel Pereira, com quem teve uma filha, Luísa.
Morreu aos 61 anos de idade, viúva e sem bens, praticamente esquecida pela história. No ano do centenário de sua morte, o então Ministro da Guerra determinou que em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército fosse inaugurado, em 21 de agosto de 1953, o retrato da insigne patriota. Já em 28 de junho de 1996, Maria Quitéria de Jesus, por decreto do Presidente da República, passou a ser reconhecida como Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.

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